Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008
Dores fortes que não possibilitam a penetração...

De ST a 26 de Fevereiro de 2008 às 20:40

   

Cara Dra. Vera Ribeiro,
  
Tenho 30 anos e estou casada sem filhos há 6 anos.

Desde há algum tempo, tenho tido problemas relacionados com dores fortes que impossibilitam a penetração.

Esta situação começou com uma infecção fúngica prolongada, que foi resolvida com tratamento indicado.

  

No entanto, após diversas idas a 6 ginecologistas diferentes, ainda não consegui resolver este problema com as dores durante a penetração. Visto que já fui examinada por diversos médicos, ficou demonstrado que a causa já não era devida a nenhuma "doença"  (inflamação, infecção, DST , ou outra).

  

Foi-me dito pelo meu último ginecologista que a causa do problema deve-se à incapacidade de relaxar o músculo períneo e que tentasse exercícios de relaxamento. Tenho feito os exercícios recomendados (controlar os músculos pélvicos) e pesquisado bastante informação na Internet, mas não tenho sido bem sucedida.

Esta situação já dura algum tempo estando afectar a minha vida pessoal, assim como do meu marido.

   

Gostaria de saber se me poderia ajudar.

  

Com os melhores cumprimentos,

   

ST

 

Boa tarde ST ,

  

De facto a situação é incómoda, e é compreensível o seu desconforto pessoal e intimo, por afectar a relação conjugal.

 

Se já recorreu a vários médicos da especialidade de ginecologia e os exercícios recomendados de relaxamento não atingem o efeito desejado, teremos de pensar no campo psicológico embora associado a existência ou não de patologia física.

   

Quando falamos de contracção involuntária do terço inferior da vagina, períneo e músculos adjacentes, quando há penetração com o pénis, vibrador, dedo ou apenas um espéculo, estamos perante um Vaginismo , o qual poderá ter tido como causa o processo infeccioso que refere ter tido. E assim sendo, é impeditivo de ter um coito natural, e promove na mulher, sentimentos de frustração, desespero, sofrimento intenso, baixa auto-estima e sobretudo sentimentos de incapacidade.

 

No caso de se diagnosticar o vaginismo , existem de facto exercícios vaginais que são recomendados, no entanto é feito um acompanhamento com psicoterapia, com a finalidade de reestruturar , dar suporte, dessensibilizar e promover um relaxamento progressivo numa consulta de especialidade de sexologia, embora seja acompanhada em simultâneo (se necessário ) por ginecologia.

  

O vaginismo , poderá ser uma hipótese de diagnóstico sobre as queixas que refere, embora possamos também pensar na possibilidade de uma dispareunia , que é caracterizada nas relações sexuais pela dor que pode surgir antes ou depois da penetração, e durante ou após o coito sexual, neste caso a dor pode ser superficial ou profunda. A dor deverá ser persistente e recorrente no caso da dispareunia . A origem desta dor pode ser física ou do foro psicológico, embora seja desencadeada por uma determinada causa, depois vai-se manter por causas adicionais. As causas mais frequentes podem ser de cariz físico (infecções fúngicas , lubrificação insuficiente , atrofia da mucosa vaginal, vaginismo , endometriose , quistos, infecções nos ovários, entre outras) e psicológico (ansiedade, depressão, problemas de relacionamento conjugal, inibição, abuso sexual entre outras)

   

 No caso do factor de patologia física, ser tratado devidamente, como referiu que no seu caso foi tratada relativamente a uma infecção fúngica, é preciso compreender que causas psicológicas puderam estar associadas e a contribuir para esta sintomatologia, poderá assim ser necessário uma terapia individual ou de casal em consulta de especialidade de sexologia.

   

Obrigada


publicado por Linha de Urol. às 16:02
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Comentários:
De Marina a 29 de Outubro de 2008 às 15:28
Olá boa tarde Drª Vera.
Agradeço desde já a sua atenção, venho por este meio pedir-lhe ajuda.
Tenho uma vida sexual activa e prazerosa mas, no entanto, após a relação sexual fico com uma espécie de rasgão na entrada da vagina e depois demora dias a passar e é bastante doloroso enquanto essas "feridas" nao passam não consigo ter relações sexuais pois as dores são bastante fortes.
Sempre fiquei com um desconforto após as relações sexuais, no entanto, têm se tornado cada vez mais fortes e para além de serem na entrada da vagina ultimamente têm-se prolongado para o interior.
Será que tenho alguma doença?
Como posso resolver o meu problema?
Esá a tornar-se demasiado dificil ter relações sexuais, pois durante uuns tres ou quatro dias sinto dores tão fortes que não consigo mesmo fazer sexo.

Fico a aguardar a sua resposta,

Obrigado pela atençao,

Com os melhores cumprimentos,

Isabel.


De Carla a 23 de Novembro de 2008 às 18:50
Isabel penso que para obter resposta à sua questão tem que enviar 1 mail para linhasexologia@sapo.pt. Uma vez que tenho 1 problema semelhante também gostaria de saber a resposta da Dra. Vera. Cumprimentos.
Carla.


De Linha de Urol. a 25 de Novembro de 2008 às 00:02
Boa Noite,

As respostas às vossas questões serão mais rapida e facilmente respondidas caso sejam colocados comentários no blog.

Obrigado


De Linha de Urol. a 25 de Novembro de 2008 às 00:05
Boa Noite Isabel,

O que descreve é muito comum acontecer, mas normalmente tem como génese, bactérias, fungos, alergia a penso diário, ou uma baixa de defesas que tem como resposta esses pequenos cortes na zona vaginal.

Marque uma consulta de ginecologia, pois fazendo análises e tratando com o creme adequado deixará de ter esse tipo de sintomatologia.

Obrigado


De Kátia a 24 de Novembro de 2008 às 11:52
Boa tarde,

Escrevo de Maputo -Moçambique - tenho 23 anos de idade e actualmente me encontro com o mesmo problema que a senhora ST. Tenho uma dor forte na entrada da vagina, que só sinto no acto da penetração (antes e depois não tenho sintoma nenhum). Já fui submetida a todos exames possíveis, nada foi detectado, e a medicamentos relaxantes, para dor que também não resultou. Nunca tive nehuma DST ou infecções crónicas e por isso nem o médico sabe como agir perante o problema.

Estou muito agastada com a situação. Refiro que estou com o meu parceiro a cerca de 3 anos e só de 3 meses para cá é que tenho esse problema.

Gostei muito da explicação que foi dada acima e acho que de certa forma irá ajudar-me a resolver o problema.

Agradecida

Kátia


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Implante - 5 (1.17%)
Contrac. Cirúrg. - 4 (0.94%)
Contrac. Emerg. - 2 (0.47%)
Espermicida - 2 (0.47%)
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Preserv. Femi. - 1 (0.23%)

Das seguintes expressões, a que melhor me descreve é:

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