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Linha de Urologia e Sexologia

Linha de Urologia e Sexologia

28
Abr08

A relação sexual não tem vindo a ser muito activa, ela recusa sempre a penetração...

Linha de Urol.

De Anónimo a 27 de Abril de 2008 às 07:34

  

Bom dia,

   
minha mulher e eu temos 3 filhos um de 12 anos outro de 3 e de 2 anos.
nossa relaçao sexual nao tem vindo a ser muito activa ela recusa sempre a penetraçao : a vida dela diaria e tratar dos filhos todos os dias anda muito stressada e a relaçao sexual e posta de lado ela diz que sente uma coisa estrenha no corpo e nao sabe o que e diz tambem que nao tem vontade sera por ela andar stressada ou de tomar medicamentos calmantes?
 
Foto in: http://www.guerreiradaarte.blogger.com.br/mulher%20adormecida%20com%20persianas%201936.jpg
 
Boa Tarde,
 
O facto da sua parceira demonstrar pouco desejo / iniciativa para relação sexual e recusa de penetração, demonstrar alguma perturbação de desejo sexual hipoactivo e provavelmente terá um pouco de aversão sexual neste momento.
 
Neste tipo de problemáticas é importante avaliar devidamente a situação, tentando encontrar a génese do problema actual, seja ele psicológico ou orgânico, mas muitas das vezes a própria pessoa sabe que tem algo diferente mas não se sente bem ir ao médico queixar-se sobre falta de desejo e aversão do toque pelo seu parceiro.
 
No caso da sua parceira, a problemática pode estar interligada com o papel diário de mãe / cuidadora, que se for em demasia, a atenção e tarefas para com os filhos, isso poderá estar a impossibilitá-la de assumir o papel de esposa na vossa relação.
 
É importante também tentar perceber quando ela refere que tem uma sensação estranha no corpo, e avaliar os sentimentos e sensações que ela possa descrever, como diferentes, e procurar o sentido desse desconforto, porque também poderá ter uma causa orgânica.
 
Alguns medicamentos podem afectar o desejo e a realização sexual. Estes incluem: medicamentos para tratar a hipertensão, a dor no peito e arritmias, pílulas, descongestionantes nasais, tranquilizantes e antidepressivos . O fluido vaginal pode não ser o suficiente o que torna a relação sexual dolorosa e deixar de haver desejo sexual ou não atingir orgasmo.
   
Os antidepressivos, incluindo os inibidores da recaptação da serotonina ISRSs ), como fluoxetina e  paroxetina , que podem alterar os neurotransmissores e afectar o desejo e a resposta sexual, além de causar cansaço e náuseas; Os antibióticos, podem causar infecções tornando as relações sexuais desconfortáveis; Anti-histamínicos, secam as membranas mucosas (incluindo as da vagina); Remédios para o coração e hipertensão, causam disfunção sexual em cerca de 25% das mulheres que os ingerem; Os calmantes, podem diminuir a libido e retardar ou impedir o orgasmo; Dietéticos, auxiliares para o sono e outros remédios que não precisam de receita, podem causar sonolência e reduzir o desejo e a função sexual.
      
As hormonas estão normalmente sempre em cima da mesa, quando o assunto é desvendar quaisquer mudanças, boas ou más, no corpo humano. Nas mulheres, o estrogénio e a progesterona, que são produzidos nos ovários, são muito importantes e têm diversas funções, dependendo muito da idade. Até a mulher chegar aos 40 anos estas hormonas, assim como a testosterona e outros andrógenos, estão a funcionar normalmente.
   
A testosterona estimula o desejo sexual nas mulheres, e os estrogénios mantêm a região vaginal lubrificada (no entanto, a secura vaginal pode acontecer no período menstrual ou se a mulher estiver a tomar determinados conraceptivos orais. Nestes casos, um lubrificante à base de água poderá ser útil.
   
Não será fácil avaliar a sua parceira sem que esta seja observada por um especialista, porque estas situações podem ter outra causa, por isso a sua parceira não deve deixar de tomar os medicamentos, fale com ela e sugira-he, que em conjunto, marquem uma consulta de ginecologia para ela começar por, fazer umas análises para verificar como se encontram as hormonas. E posteriormente sugerir uma consulta com a especilidade de Sexologia, para que inicie um tratamento no sentido da problemática existente seja o desejo sexual hipoactivo ou aversão sexual. Se for uma questão de inrteferência com medicamentos, que a sua parceira esteja  tomar actualmente, em geral, uma mudança de medicamento ou de dosagem pode resolver o problema.
  
Os ingredientes para a excitação da mulher são:auto-estima, autoconfiança, sentir-se atraente, amada e protegida.
 
Por isso o segredo é ser um bom ouvinte e perceber o que a sua parceira lhe vai dando a perceber sobre o seu estado sexual, ajudá-la a diminuir o stress e cansaço, se possivel. Uma boa comunicação entre o casal é meio caminho para que se entendam sexualmente, e tudo volte à normalidade.
 
Obrigada  

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Dr. Manuel Mendes Silva

Médico Urologista Fellow do European Board of Urology. Ex-Presidente da Associação Portuguesa de Urologia e do Colégio de Urologia da Ordem dos Médicos. Ex-Vice Presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia. Director da Oficina de Ética da Conderação Americana de Urologia.

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  • Caracterização dos Leitores da Linha de Sexologia

    Métodos Contraceptivos utilizados pelos leitores da linha de Sexologia:

    Total de 426 Votos
    Votação realizada de 22/02/2008 a 27/03/2008

    Pílula - 213 (50%)
    Preserv. Masc. - 107 (25.12%)
    Coito Interrom. - 35 (8.22%)
    DIU - 25 (5.87%)
    Anel Vaginal - 18 (4.23%)
    Abstinência - 13 (3.05%)
    Implante - 5 (1.17%)
    Contrac. Cirúrg. - 4 (0.94%)
    Contrac. Emerg. - 2 (0.47%)
    Espermicida - 2 (0.47%)
    Injectável - 1 (0.23%)
    Preserv. Femi. - 1 (0.23%)

    Das seguintes expressões, a que melhor me descreve é:

    Total de 146 Votos
    Votação realizada de 27/03/2008 a 12/05/2008

    Lésbica - 3 (2.05%)
    Gay - 4 (2.74%)
    Homossexual - 4 (2.74%)
    Heterossexual - 115 (78.77%)
    Bisexual - 13 (8.90%)
    Nenh. desc. - 2 (1.37%)
    ident. sex. oscila - 5 (3.42%)

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